A saudade Mata!
Meu amor, Dia longo e sem graça, que se estende preguiçoso nos braços da tarde que expira...Sim, amor! A tarde suspira pela voz da brisa que desfolha rosas solitárias, e que rouba às flores do jardim, o que de mais preciosos elas têm: o perfume e o viço. E a noite também desce. Vem de longe, lá dos países banhados de sol, onde outros mares, cantam outras cantigas, onde outras estrelas deslumbram outros olhares que não os nossos. E eu, preguiçosa perdida na vastidão do universo, fico pensando em ti. Fico pensando nos momentos de saudade e tristeza que estou a viver. Sozinha dentro da noite, assim como estive sozinha nessa última tarde cheia de murmúrios e tristezas, porque eu não te tenho ao meu lado, amor. O sol deixa de iluminar e aquecer, eu não consigo ter olhos para ver mais nada e sinto um frio terrível. Quanta falta a tua presença me faz, amor. Porque é que tu não vens? Por que não voltas para mim, amor? Eu queria que tu estivesse sempre ao meu lado, para que os dias fossem menos longos, menos tediosos e menos tristes. E então, eu poderia dizer que houve um verdadeiro sentido na existência. Que minhas horas de solidão não são tão vazias. E que vivo por ti, meu ideal... tu que és tudo para mim, amor...

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